segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Você me adotou e a morte nos separou...





Você se foi e agora eu não posso te esperar...

Fiquei sem dono e eu só quero te encontrar...

Não existe mais aquela alegria da chegada...




Suas ordens eram leis; eu sempre obedecia...

O seu assovio era único; a mais bela melodia...

O meu uivo inútil ninguém pode compreender

Você nunca vai ouvir e eu não vou te esquecer



A nossa conversa era através do meu olhar...

Eu sorria com ele, quando queria brincar...

Eu chorava com ele, para te impressionar...

Hoje, não há o que olhar; nem rabo a abanar!




Fui às casas que nós fomos; fui aos porões!

Você não me deixou porque quis, eu bem sei...

Está debaixo daquela cruz que eu encontrei!



Você teve que ir, e eu, ainda estou aqui...

Quem vai brincar comigo e me dar abrigo?

Quem vai me levar para passear de tarde?

Estou desorientado; o meu dono foi levado!



Você me viu crescer; sabia me proteger...

Eu cresci do teu lado e com muito agrado!

Você me adotou e a morte nos separou...

Eu queria ir com você; porque não me levou?

Janete Sales Dany
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O trabalho Você me adotou e a morte nos separou... de Janete Sales Dany está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Dihitt & Deixe a sua luz brilhar!

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quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Prece do cão abandonado

Sabe "Senhor",
 só agora entendi porque meu dono 
me trouxe á praça aquele dia.

Não foi para passear, como pensei; ele não tinha esse hábito, mais mesmo assim fiquei contente. Logo que chegamos, ele me deu as costas e, apressado, entrou no carro, sem ao menos me dizer adeus.


Olhei para os lados, sem saber o que fazer, 
tentei segui-lo e quase fui atropelado.


O que eu fiz de tão mal? Á noite que ele chegava, eu abanava o rabo, feliz, mesmo que ele nem viesse ao quintal me ver. Ás vezes, eu latia, mas é porque havia estranhos no portão e eu não podia deixá-los entrar, sem a permissão do meu dono. Quem sabe foi minha dona que mandou, talvez eu desse trabalho. Mas as crianças, elas me amavam.

Como sinto saudades!
 Puxavam-me a cauda e eu virava uma fera, 
mas logo passava. 
Talvez eles nem saibam.
Devem ter dito que fugi.